Um estudo publicado em agosto na revista científica iScience concluiu que algumas pessoas realmente atraem mais mosquitos que outras, e que a explicação está, principalmente, no odor da pele e nas bactérias que nela vivem.
Metodologia
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Florida International University (FIU), nos Estados Unidos. Foram recrutados 119 voluntários em Miami, cada um com o braço posicionado em um olfatômetro, equipamento que mede a reação de mosquitos a odores humanos. Do outro lado, os pesquisadores liberaram três espécies: Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus.
Além de observar quais participantes atraíam mais cada espécie, a equipe coletou amostras de pele para identificar os compostos orgânicos voláteis responsáveis pelo odor corporal e o perfil de bactérias do microbioma de cada voluntário.
Preferências distintas por espécie
O levantamento mostrou que não existe um perfil único capaz de atrair todas as espécies. Apenas o Aedes aegypti apresentou leve preferência por homens; Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus não mostraram diferença entre os sexos. Também houve casos de participantes muito atrativos para uma espécie e pouco relevantes para as demais, sugerindo que cada mosquito usa pistas químicas próprias para escolher onde pousar.


